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27 de janeiro de 2020

N° 2 Uma chama que é um chamado Na quarta-feira, dia 15, com uma celebração eucarística emotiva, recebemos a bênção com a qual fomos enviados e partimos em missão para as comunidades de Santa Maria, San Rafael e Paróquia Nossa Senhora de Caacupé de Santo Inácio. Na quinta-feira, dia 16, choveu muito, mas isto não nos impediu de dar início à nossa missão; ao contrário, possibilitou que os jovens das pastorais locais se integrassem às nossas comunidades missionárias; criamos e fortalecemos os vínculos entre nós; os jovens foram o centro de nossa experiência missionária. À tarde, Deus se manifestou e se fez presente no percurso das ruas, na simplicidade e confiança das famílias visitadas, que com amor nos receberam e nos deram a oportunidade de compartilhar a fé. Sexta-feira, 17 – Continuamos nossa missão, que focou o olhar na realidade das crianças, que corresponderam com sua presença e participação em diversas oficinas; cada criança, com seu entusiasmo, alegria e simplicidade, possibilitou a graça de oferecer nossos dons e guardar no coração as marcas de sua ternura. Sábado, 18, com os jovens dos setores visitados, tivemos a oportunidade de nos conhecermos mutuamente e interagir através de cantos e dinâmicas, a arte da pintura em murais, dirigidos por Mico, pintor chileno, e compartilhar a fé em Cristo, que nos fez ver e agradecer a passagem surpreendente de Deus pelo coração de cada um. De modo espontâneo compartilham seus dons através de atos culturais e as vivências significativas desta aventura de sair ao encontro do outro, em companhia de Maria. Domingo, 19, foi o dia do encontro, em que os missionários voltamos a nos reunir e, com emoção e gratidão, celebramos a eucaristia de encerramento, agradecendo a Deus pelo chamado e pela experiência de ser discípulos e mensageiros de sua Palavra. Finalmente compartilhamos um almoço com jovens e famílias das comunidades que nos acolheram e acompanharam durante este tempo. Agradecemos às famílias que com amor nos abriram suas portas e corações, às comunidades que nos receberam, às irmãs que organizaram e acompanharam nesta missão, aos jovens que responderam ao chamado, e com a chama em seu coração compartilharam a vida com os irmãos e a todas as pessoas que, com suas orações, foram alimento e fortaleza na caminhada. Compartilhamos com vocês o testemunho de vivências significativas de alguns dos jovens missionários do Cone Sul: Ter uma experiência de missão era algo muito almejado por mim. Sabia que os vínculos que se estabeleceriam seriam muito significativos e importantes. Entretanto, não havia imaginado o quanto essa missão me permitiria encontrar-me intimamente comigo mesma, minhas resistências, fragilidades, potencialidades e dons. Ir ao encontro do outro foi, antes de tudo, procurar a mim mesma e reconhecer a graça de Deus. Reconheço-me rica pelo que recebi de cada pessoa, de forma particular, e com tanta generosidade. Aí louvo a grandiosidade do Criador e me comprometo a mais amar e servir. As lágrimas que transbordam insistentemente e o abraço forte e sincero descrevem minha gratidão. “FAZER MISSÃO É, ANTES DE TUDO, DISPOR-SE A PEREGRINAR NO MAIS ÍNTIMO DE MIM, E ENTÃO CHEGAR AO OUTRO”. Daniele Batista De Sousa, Brasil – SP- Guarulhos. Hoje posso dizer que esta missão 2020 foi uma caixinha de surpresas, na qual cada dia era completamente mágico. Comecei a viagem com muita insegurança, pois não sabia o que esperar da experiência e das pessoas que ia encontrar; logo descobri que todos estes medos não tinham fundamentos reais; eram limitações que eu colocava a mim mesma, mas que não existiam; uma vez descobertos tais medos, pude viver esta aventura cem por cento. Uma das vivências mais significativas para mim foi compartilhar com uma família do Paraguai, que não só me abriu a porta de sua casa, mas também a de seus corações, ao compartilhar comigo suas vidas, dores e alegrias; aprendi muitíssimo com eles, com sua fé incondicional e a confiança que mantiveram, inclusive nos momentos mais escuros. De toda a aprendizagem, gostaria de guardar em meu coração e viver como eles a humildade e a simplicidade com que compartilhavam tudo o que tinham. Também guardo em meu coração a generosidade sem limites e o carinho que muitas pessoas demonstraram por mim, uma missão em que as barreiras do idioma e das culturas desapareceram; mais ainda, serviu para nos aproximarmos mais e constatar que, quando há amor, tudo é possível. Eu poderia escrever folhas e folhas sobre as experiências inesquecíveis desta missão, pois tenho o coração repleto de tanto amor; continuo emocionada ao reviver estes últimos dias; aqui encontrei uma família, irmãos, e me reencontrei a mim mesma. Tenho certeza de que Deus colocou em meu caminho este encontro comigo e com todas as pessoinhas que conheci, que são como anjos que iluminam minha caminhada e hoje me ajudam a recordar que jamais estamos sós e que ainda existe muita gente boa no mundo. A frase que resume a minha vivência é: “ENCONTRO É BÊNÇÃO”. Constanza Huerta Santiago – Chile Quando a missão começou, senti muita alegria, ao reencontrar-me com amigos de diferentes cidades do Paraguai, e também porque decidi escolher o desafio da missão, em que compartilhei com jovens do Cone Sul, de diferentes culturas, idiomas e realidades, com pessoas cheias de confiança em Deus (as irmãs da Companhia de Maria). Com todas estas pessoas aprendi o que é manter a chama que há dentro de mim, uma chama que me faz feliz; aprendi a mantê-la acesa, deixando que o Espírito de Deus toque minha vida. Ao longo da missão, as famílias me ensinaram a compartilhar tudo o que tenho, não o material, mas o que há dentro de mim. Motivaramme a seguir mais as pegadas de Jesus a sentir a imensa alegria de compartilhar sua Palavra. Com as crianças aprendi a ter sempre um sorriso no rosto e a perdoar todos os amigos, pois eles, apesar de sempre brigar, em um instante se perdoam e sua amizade continua. Quando pintamos o mural, captei que sozinha eu não posso fazer um excelente trabalho, mas com a cooperação e o apoio de todos, fica ainda mais bonito. Pude entrar nesta maravilhosa experiência, que fez arder meu coração de carinho, satisfação, fidelidade, compreensão, cooperação e alegria de servir. Termino esta missão, não triste porque estão partindo os jovens com os quais compartilhei estes dias, mas muito contente ao sentir a presença de Deus que esteve comigo, e como Maria, nossa mãe, e Santa Joana De Lestonnac, deixei que Deus mudasse meus planos de modo inesperado. Estou agradecida a Deus por viver tudo isto, e também às irmãs da Companhia de Maria, que sempre me oferecem seu carinho e apoio. Ludmila Belén Paredes Delgado- Paraguai. Participar desta missão Cone Sul foi um presente de Deus em 2020 e uma boa vinda às terras paraguaias… Dou graças a Deus pelo percurso, que me amplia o coração, ficando como um mosaico de valores: SIMPLICIDADE, AMIZADE, CUIDADO, SOLIDARIEDADE, ALEGRIA. Levo comigo a chama acesa de todas as experiências, das visitas, dos companheiros, das partilhas e por conhecer um pouco mais de cada cultura, do Paraguai, Argentina, Chile e Brasil, E concluir pintando a obra de arte criada por Mico (pintor chileno), no Centro Lestonnac de San Rafael; para mim foi o mais bonito do mundo. Ver todos unidos e felizes, contribuindo com seu grãozinho de areia, e contemplar o encontro de Maria com Santa Joana De Lestonnac me plenificou a alma… tendo a certeza da LINGUAGEM DO AMOR que compartilhamos nesta missão. Denise Pereira – Almenara, Brasil. Foi uma experiência única, que gostaria de repetir. Adquiri maior confiança em mim mesma, ao poder compartilhar com as pessoas minha vocação de escuta e ajuda; constatei que a Palavra de Deus pode mover muitas pessoas, seus sentimentos, a vontade de transmitir a mensagem aos outros e romper fronteiras, como fez conosco, os missionários, que partimos de diferentes países para compartilhar nossa fé em Deus longe de nossos lares. Não foi nenhum problema, pois as famílias nos acolheram muito bem, de modo totalmente serviçal e carinhoso. Estou sinceramente agradecida e ficarei muito feliz se esta experiência se repetir. Obrigada por tudo, e que “NOSSA CHAMA ACESA NUNCA SE APAGUE”. Lucía Roldán- Argentina

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